4 Dicas para combinar a Malaquita na criação e montagem de semijoias e bijuterias finas

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Ao contrário do que muita gente pensa, a Malaquita não precisa ser combinada somente com tons de cores frias. Ela vai muito bem com o dourado, vermelho, laranja, preto, prata e perolados. Mas antes de falarmos sobre as possíveis combinações, é preciso conhecer um pouco mais sobre as pedras preciosas que vamos encontrar no mercado de montagem de acessórios. E por que isso é importante? Porque se você trabalha com revenda de semijoias e bijuterias finas com pedras naturais o seu cliente pode te perguntar sobre elas (se são verdadeiras ou imitações…) e passar uma informação correta fará com que ele confie em você e, consequentemente, compre mais de você!

Malaquita natural ou verdadeira

A Malaquita tem desenhos naturais no formato de bandas e em tons predominantes de verde que variam do claro ao escuro chegando ao preto. Ela não tem um brilho vítreo muito intenso podendo ser observada uma certa opacidade na sua superfície. Por causa da sua baixa dureza, ela é sensível ao calor, ácidos, amônia e água quente. No mercado, é comum encontrar malaquitas com sua superfície endurecida por resinas artificiais, porque é uma forma de aumentar a resistência e brilho da pedra. Hoje é relativamente rara, mas ainda existem as Malaquitas in natura, porém em menores quantidades e encontradas somente em alguns países como África, Israel, Inglaterra, França, EUA e Austrália. Ela é muito apreciada pelos designers de jóias e escultores por seus padrões e desenhos interessantes.

Malaquita Reconstituída

Para suprir a demanda por malaquita (e outras pedras), cada vez mais escassa em sua forma natural, surgiram as populares pedras reconstituídas e as imitações sintéticas. Uma pedra é considerada reconstituída quando é feita com o pó da pedra original prensado e fundido. Além da malaquita, outros exemplos de pedras reconstituídas: âmbar, turquesa, coral, lápis lazuli e pérolas. Já as sintéticas são imitações perfeitas tanto da parte da composição quanto da parte visual da pedra original e são muito importantes no mercado, principalmente como substitutas de pedras mais raras e caras como o diamante, o rubi e o topázio. Na hora de comprar peças ou a própria pedra, procure fornecedores idôneos que lidam com a informação de forma honesta, pois há muita fraude no mercado e a chance de comprar gato por lebre existe. Quem trabalha sério, diz quando a pedra é verdadeira, reconstituída ou sintética.

O que combina com a Malaquita

Agora que já sabe um pouco mais sobre nossa Malaquita, vamos às dicas do que dá para combinar com ela

1.Malaquita com Prata – a prata dá um toque envelhecido à peça, não no sentido de gasto, usado, mas sim de peça antiga, aquela jóia valiosa, nobre, passada de geração em geração em uma família.

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2. Malaquita com Ouro – o dourado do ouro acende a cor da Malaquita, criando um belíssimo contraste. Esta combinação faz qualquer tipo de trabalho chamar a atenção, seja uma peça decorativa ou um acessório de uso pessoal como esta pulseira feminina por exemplo:

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Feita com fio de pedra Malaquita Reconstituída, Fio de Silicone e Contas Folheadas a Ouro 18k, esta pulseira de Malaquita é muito fácil de fazer e atende perfeitamente ao público que procura uma semijoia com pedras e folheados com preço acessível. E para quem trabalha com montagem de semijoias e bijuterias finas para revenda que tenham pedras brasileiras naturais ou não, uma dica é dizer a verdade: se a pedra é de fato natural, reconstituída ou sintética (procure saber sobre a pedra na hora que comprar do seu fornecedor), bem como os devidos cuidados de conservação que a pessoa tem que ter com a peça.

3. Malaquita com pedras de contraste – podemos combinar a malaquita sem medo com várias outras pedras de tom forte criando contrastes incríveis:

  • Malaquita com Ágata de fogo

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  • Malaquita com Lápis Lazuli

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  • Malaquita com Coral vermelho

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  • Malaquita com Turquesa azul

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  • Malaquita com Calcita Laranja

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  • Malaquita com Ônix negro

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4. Malaquita com Pérola – esta combinação também é possível, mas tente deixar sempre uma em menor quantidade do que a outra ou uma em um tamanho menor que a outra porque a pérola tem brilho e a malaquita tem padrões, então podem competir entre si desarmonizando a peça.

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Como conservar a Malaquita

Se você trabalha com fabricação e revenda de semijoias e bijuteria finas com pedras preciosa brasileiras, use esta dica para ensinar seus clientes a como conservar suas peças feitas com pedras. No caso da Malaquita, porque são mais frágeis que outras pedras, alguns cuidados são fundamentais, seja na hora de usar, seja na hora de guardar. Evite o contato da pedra com substâncias químicas, cosméticos e até mesmo água quente. Na hora de guardar, use um pano macio para limpá-la e guarde-a separadamente (use um saquinho de veludo por exemplo).

Curiosidades sobre a Malaquita

Não se sabe ao certo a origem do nome Malaquita, mas acredita-se que pode ter surgido do grego (malache = malva) ou (malakos = branda). Um fato curioso é que na antiguidade era muito usada como pigmento em razão de sua baixa dureza, especialmente por mulheres mais abastadas que as usavam como sombra para colorir os olhos. Um dos usos mais famosos da Malaquita na história e que pode ser vista até hoje, é a Sala de Malaquita no Palácio de Inverno da Família Real Russa, hoje um museu aberto a visitações públicas. Ela foi projetada no final dos anos 1830 e a imperatriz Alexandra Fyodorovna, esposa do czar Nicolau I, usou-a como sua sala de desenho. Na sala, é possível ver colunas, pilastras, guarnições da lareira, vasos decorativos e partes de mobília feitos integralmente de malaquita utilizando-se a técnica de “mosaico russo”.

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